Sei bem, que tenho sido, o principal dinamizador, dos nossos encontros semanais, no entanto este fim de semana, tive de escolher, entre duas paixões, a de jogar basquetebol, com a malta amiga, e o meu Belenenses.
Como sabem sou adepto (e sócio) confesso desse grandioso clube, e neste sábado, o meu clube do coração, jogava em Odivelas, bem cedo (14:30) e eu confiante que sábado estaria a chover, pensei para mim, não vou escolher nada… está de chuva vou à bola e pronto.
Mas não, estava uma manhã solarenga, e assim que pude disponibilizei, a bola para que todos, apesar de eu não ir estar presente, pudessem jogar, parece-me que o objectivo não foi completamente conseguido, mas pelo que sei ninguém ficou sem jogar.
Aproveito então, para vos contar as minhas peripécias, no dia de sábado, sim porque o que me aconteceu, nunca pensei, que fosse possível ás portas de Lisboa.
Começou desde logo no metro, o cromo aqui (eu) comprou um bilhete de uma zona, escusado será dizer que eram duas (parece que saí da província ontem), bem o segurança ia-me matando quando lhe expliquei o sucedido, mas a contra feito, diga-se, lá me deixou passar sem a multa (paguei outro bilhete).
Saído da estação, reparo que o tempo estava a mudar, a tal chuva da manhã, chegou à tarde, pelo menos em Odivelas, chamei um táxi, não fazia a mínima ideia onde ficava o estádio, em conversa com o taxista ele disse-me que ficava numa zona nova de urbanização, pensei para mim, um novo complexo desportivo, tudo moderno e afins…e assim fiquei até sair do táxi.
Quando saí do dito táxi, deparo-me com o estádio, aliás campo de batatas (mais à frente vão perceber porque),só os prédios á volta é que eram novos.
Dirigi-me ao café da colectividade, e começa-me a chover, nada de bom se augurava para aqueles lados, só pensava espero que ao menos o Belenenses ganhe.
Quando faltava meia hora para começar o jogo, dirigi-me para dentro do campo de batatas, o estádio, eis o meu espanto (maior que o inicial), quando vejo que do lado, onde ia ficar… não havia bancada, era só relva e lama.
Entrei com um controlo apertado por parte da policia, ninguém me revistou, estavam ocupados com a malta que levava chapéu de chuva, que obviamente não podia entrar com os mesmos, o facto de lá dentro, o batatal estar cheio de pedragulhos mesmo á mão de semear de qualquer doido que se passasse, era um mero pormenor, o que interessava era que ninguém levasse chapéu de chuva lá para dentro.
Assim entrei, e caminhei até ao meu lugar… Ou melhor patinei na lama até ao meu lugar, quando digo meu lugar é subjectivo, o meu lugar era uma brecha no meio de toda aquela gente azul que encheu o batatal naquela tarde.
Isto não teria problema nenhum se não tivesse pago a módica quantia de dez euros, para frequentar aquele espaço amplo, verde, arejado e porque não chuvoso… grandes chulos… Aquele preço tinha ficado no campo numero dois (com melhores condições) e ouvido o relato.
Mas enfim, o meu Belém ganhou, foi o mais importante, deixei um rasto castanho (de lama) em Odivelas, quando saí do estádio (eu e mais umas duas mil pessoas) ao ponto de se deixar de ver a cor do alcatrão.
Pois é e isto aconteceu, mesmo, mesmo às portas de Lisboa, é também por estas pequenas coisas que estamos na cauda (não só geograficamente) da Europa.
Aos que participaram no encontro semanal, espero que se tenham divertido, eu apesar dos quilos de lama que trouxe mesmo assim para casa, também me diverti.